Site brasileiro possibilita publicação de livros sob demanda

Fonte: Adnews

Lançado oficialmente nesta semana, mas em teste desde fevereiro, o Clube de Autores permite publicação de livros sob demanda. Dessa forma, é possível imprimir um único exemplar ou quantidades maiores, dependendo do número de pedidos.

O site conta com aproximadamente 300 obras disponíveis e já recebeu 800 pedidos para impressão de livros.

Para fazer parte do clube, basta o interessado criar gratuitamente uma conta e cadastrar seu livro diretamente na página. Para isso, ele deve seguir um padrão predeterminado (formato A5; 14,8 cm de largura por 21 cm de altura, além de arquivo em formato PDF), que o próprio site ensina a fazer. São também disponibilizados modelos de capa, mas o autor pode criar sua própria, desde que mantidos os padrões estabelecidos.

Passada essa fase, o livro fica disponível no site para qualquer internauta que queira comprá-lo. A margem de lucro das vendas é determinada pelo próprio autor - em média, são cobrados R$ 30 por cem páginas. A cada R$ 300 de lucros acumulados, o responsável pela obra pode receber o dinheiro ganho com suas vendas.

Fonte: IMasters


Os escritores também apoiam o Partido

Os escritores também apoiam o Partido Pirata

by Miguel Caetano on Maio 28, 2009

Lars Gustafsson

Se as sondagens revelam uma nítida progressão nas intenções de voto no Partido Pirata a ponto deste se arriscar a tornar-se na terceira maior força política sueca com as próximas eleições europeias de 7 de Junho, a verdade é que a comunicação social tradicional tem frequentemente divulgado a mensagem de que o Piratpartiet só tem conseguido cativar o eleitorado mais jovem.

Mas com a recente declaração de voto a favor do Partido Pirata do escritor e ex-professor de filosofia Lars Gustafsson, o cenário poderá mudar de figura. Gustafsson é considerado um dos autores mais prolíficos autores suecos, com uma vasta obra que se estende desde a poesia aos romances, passando pela crítica literária.

Nascido em 1936 numa cidade a cerca de 100 quilómetros a oeste de Estocolmo, em 1998 obteve um doutoramento em filosofia, tendo publicado o seu primeiro livro em 1957. Ao longo de várias décadas, ele foi professor de Filosofia e Escrita Criativa na Universidade de Austin no Texas. Em 2006, decidiu reformar-se e voltar para a sua terra natal, escrevendo. Desde então, começou também a escrever regularmente num blog pessoal.

Esta semana, Gustafsson publicou um artigo de opinião no jornal Expressen onde explica porque é que o direito de autor deixou de fazer sentido e porque é que nas próximas eleições europeias vai votar no Partido Pirata. Embora o artigo original esteja em sueco, o Rasmus Fleischer publicou uma tradução para inglês do texto no seu Copyriot. Embora a tradução não esteja perfeita, é perfeitamente possível entender o essencial da mensagem deixada pelo intelectual aos seus concidadãos.

No seu artigo, o intelectual começa por retroceder no tempo para traçar um paralelismo entre a situação actual em que os poderes instituídos se sentem tentados a cercear a liberdade e a privacidades das pessoas na Internet em resultado de ligações perigosas com as indústrias dependentes do direito de autor com narrativas míticas e factos do passado.

Gustafsson faz uma referência especial aos combates a favor da liberdade de imprensa na França, durante as décadas que precederam a Revolução francesa. Tal como no século XVIII, “está a emergir um novo mundo de ideias que não teria sido possível sem o desenvolvimento tecnológico.” Naquela altura, também a Enciclopédia de Diderot e d’Alembert foi proibida, panfletos e equipamento de imprensa confiscados e indivíduos detidos: “Em retrospectiva, sabemos que isso não ajudou (o poder). Pelo contrário, o aumento da censura e das rusgas às tipografias tiveram um efeito estimulante sobre as novas ideias e fizeram-nas propagar ainda mais rapidamente.”

O escritor acredita que apesar do Parlamento Europeu ter aprovado a emenda anti-resposta gradual, tal não significa que a liberdade da Internet e a privacidade estão a partir de agora salvaguardadas. Na sua opinião, não se trata apenas de privilegiar o acesso de todos às músicas e aos filmes em detrimento dos interesses de uma minoria composta por grandes editoras e estúdios de cinema, mas sim de patentes solicitadas por privados que afectam a saúde dos cidadãos:

O que é que as patentes das grandes firmas farmacêuticas sobre os medicamentos contra a SIDA significaram para o terceiro-mundo? E o que dizer a respeito das pretensões da Monsanto em controlar os direitos sobre as colheitas e os porcos? Cada sociedade deve chegar a um equilíbrio entre interesses antagónicos e toda a tentativa hipócrita de ignorar isso não tem qualquer sentido.

(…)

A crescente defesa da liberdade de expressão alargada na Internet, dos direitos civis materiais cuja formação estamos a assistir em país após país é o início de - tal como da última vez no início do século XVIII - um liberalismo que é transportado pela tecnologia e por isso mesmo emancipado.

Gustafsson não é o único autor sueco a manifestar a sua adesão à causa do Partido Pirata. A escritora Unni Drougge é um deles, tendo mesmo chegado a discursar durante um discurso do Partido Pirata, de acordo com o Torrent Freak. Recentemente, ela escreveu mesmo um editor onde afirmou ter disponibilizado o seu mais recente livro para expressar o seu apoio incondicional ao Pirate Bay.

(foto de torre.elena segundo licença CC-BY-NC-SA 2.0)

Fonte: Remixtures


O que 30 escritores famosos diriam no Twitter em menos de 140 caracteres

O que 30 escritores famosos diriam no Twitter em menos de 140 caracteres
O que 30 escritores famosos diriam no Twitter em menos de 140 caracteres
27 de abril de 2009 | Publicado na Categoria Escritores |

(Atualização: não deixe de olhar os comentários; algumas das contribuições dos leitores são ainda mais interessantes que os tweets que escrevi)

Estou certo de que esqueci aquele escritor que daria o Tweet mais engraçado e terei que completar a lista mais tarde. Também tenho certeza de que você tem aquela colaboração matadora que poderá deixar nos comentários. Mas, por enquanto, a lista é essa que segue mais abaixo.

Ela é um tanto exigente pois pede que o leitor domine a então surgente gramática do Twitter e, ao mesmo tempo, tenha algum conhecimento (não muito) de autores de livros de literatura e de outras áreas.

Por isso, se você não entender o motivo de alguma das, dê um desconto à qualidade de meu humor. Humor que, definitivamente, não é excelente, embora goste de por vezes brincar.

Talvez você e eu não conheçamos bem o Twitter, por um lado, ou suficientemente os escritores, por outro, mas creio que eles diriam mais ou menos isso:

1. Shakespeare: Existem uns scripts podres no reino do Twitter. #mimimi #tragédia
2. Homero: Canta, oh, musa, a fúria de Aquiles. Mas seja breve, por favor. #epic
3. Joyce: Ulysses (via @homero) http://migre.me/I7D
4. Kafka: O Twitter me faz sentir como um inseto repugnante #nojinho
5. Dostoiévski: Se o Twitter existe, então tudo é possível #existencial
6. Mário Quintana: Eles passarão. Você, passarinho
7. Jorge Luis Borges: O Twitter é um jardim de caminhos que se bifurcam.
8. Melville: Chama-me de Ismael_Moby123
9. Carlos Drummond de Andrade: Tinha um tweet no meio do caminho. No meio do caminho tinha um tweet.
10. Mário de Andrade: Ai, que preguiça do Twitter.
11. Machado de Assis: @verme Ao primeiro que roeu minhas tripas dedico este tweet.
12. Nietzsche: O Twitter está morto. #cansei
13. Décio Pignatari: Beba Twitter. Babe Twitter. #cloaca
14. Antoine de Saint-Exupery: Você é responsável por aquele a quem retribuiu o follow. #mimimi
15. Paulo Coelho: O Twitter conspira a seu favor. #autoajuda
16. Vinicius de Moraes: Que seja infinito enquanto sucinto.
17. Clarice Lispector: Não se preocupe em entender. Twittar ultrapassa qualquer entendimento.
18. Nabokov: follow lolita
19. Orwell: O @grandeirmao começou a me seguir #distopia #paranóia
20. Virginia Woolf: @MrsDalloway compre vc as flores.
21. Daniel Defoe: RT @crusoe Vou chamá-lo de @sextafeira ou @sexta_feira. Não sei ainda.
22. Fernando Pessoa: #followfriday @albertocaeiro @alvarodecampos @ricardoreis @bernardosoares
23. Chuck Palahniuk: A primeira regra do Clube do Twitter é: ninguém fala sobre o Clube do Twitter.
24. Sófocles: @edipo Pior cego é o filho que não quer ver. #destino
25. Freud: follow sofocles follow edipo
26. Jung: unfollow Freud
27. Alexandre Dumas: Um twitter por todos e todos twitters por um
28. Pablo Neruda: Confesso que twittei.
29. Stevenson: RT @DrJekill o @mrhyde acaba de chegar. tenho que ir #partiu #bjmeliga
30. Tolkien: Um tweet para todos governar

Fonte: Livros e afins

Bélgica terá museu dedicado ao criador de Tintin

Bélgica terá museu dedicado ao criador de Tintin

Bélgica terá museu dedicado ao criador de Tintin

Tintin virou peça de museu

Será inaugurado na semana que vem, na Bélgica, o Museu Hergé, dedicado ao quadrinista criador do jornalista aventureiro Tintin. No prédio, vão estar em exposição desenhos originais do autor, ilustrações publicitárias e histórias em quadrinhos.

O prédio foi projetado pelo premiado arquiteto Christian de Portzamparc. O museu fica na cidade de Louvaine-la-Neuve, a 30 km de Bruxelas. Os belgas são tão loucos por HQs que esse não é o primeiro museu dedicado ao gênero no país. Lá já existe o Centre Belge de la Bande Dessinée, também conhecido como Museu Tintin.

Por falar em Tintin, é bom lembrar que Steven Spielberg prepara uma adaptação do personagem para o cinema.

Confira aqui uma matéria da BBC Brasil sobre o Museu Hergé.

Via Omelete e BBC Brasil.

Postado por Gabriel Rocha às 13h44

Fonte: Quadriteca

Eco-Rádio à Manivela

Eco-Rádio à Manivela
Mais um gadget que tem tudo a ver com a preservação do ambiente. Em tempos de crise no clima, excesso de poluição e escassez futura de recursos não-renováveis, esse aparelhinho é perfeito para quem quer estar em dia com as suas obrigações com a natureza.

Movido por duas fontes de energia renováveis, esse rádio pode ser alimentado por energia solar ou pela força do seu braço. Em dias chuvosos é só dar uma girada na manivela e pronto, o som tá garantido.

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Uma carga completa permite que ele funcione por 7h seguidas, e 1 minuto girando a manivela permite 30 minutos de funcionamento. Em tempos de música digital, ainda há quem acredite em tecnologias do passado, principalmente se elas não agredirem a natureza.

O rádio custa $24,95 e pode ser comprado aqui.

Fonte: Byte que eu gosto

Discurso de Isaac B. Singer

Discurso de Isaac B. Singer
Discurso de Isaac B. Singer
Yuri Vieira

A escritora Hilda Hilst costumava aconselhar aos jovens autores que lhe telefonavam ou escreviam: "Escreva em inglês, ninguém sabe o que é o português". Em vista disso, o discurso de Isaac Bashevis Singer, Prêmio Nobel de Literatura de 1978, vem bem a calhar. Veja mais abaixo o que ele diz sobre escrever numa língua que quase ninguém mais fala (ou lê), em seu caso, o iídiche.

Depois, se quiser, leia o original em inglês e acompanhe o próprio Singer no vídeo mais abaixo. A tradução para o português é minha.

Isaac Bashevis Singer ― Estocolmo, 10 de Dezembro de 1978

Isaac Singer

"Vossas Majestades, Vossa Alteza Real, Senhoras e Senhores,

As pessoas me perguntam com frequência, 'Por que você escreve em uma língua moribunda?'. Quero explicá-lo em poucas palavras.

Primeiramente, gosto de escrever histórias de fantasmas e nada se encaixa melhor num fantasma do que uma língua morta. Quanto mais morta é a língua, mais vivo é o fantasma. Fantasmas amam o iídiche e, até onde eu saiba, todos o dominam.

Em segundo lugar, não apenas creio em fantasmas como também creio na ressurreição. Estou certo de que, quando o Messias regressar, milhões de cadáveres fluentes em iídiche se levantarão de seus túmulos e a primeira pergunta que farão será: 'Há algum novo livro em iídiche para ler?' Para eles, o iídiche não será uma língua morta.

Terceiro: por 2000 anos o hebraico foi considerado uma língua morta. Subitamente, ele se tornou estranhamente vivo. O que aconteceu ao hebraico pode também ocorrer ao iídiche um dia (embora eu não tenha a mínima ideia de como isso poderia se passar).

Há ainda uma quarta razão secundária para não renunciar ao iídiche e esta é: o iídiche pode ser uma língua moribunda mas é a única que eu conheço bem. O iídiche é minha língua materna e uma mãe nunca está realmente morta.

Senhoras e senhores: há quinhentas razões pelas quais eu comecei a escrever para crianças, mas para economizar tempo irei mencionar somente dez delas. Número 1) Crianças leem livros e não resenhas. Elas não dão a mínima para a crítica. Número 2) Crianças não leem para buscar sua identidade. Número 3) Elas não leem para se ver livres de culpa, para saciar sua sede de rebelião, ou para se desembaraçar da alienação. Número 4) Elas não veem utilidade na psicologia. Número 5) Elas detestam sociologia. Número 6) Elas não tentam entender Kafka ou o Finnegans Wake. Número 7) Elas ainda creem em Deus, na família, anjos, demônios, bruxas, gnomos, lógica, claridade, pontuação, e outras coisas obsoletas. Número 8) Elas amam estorias interessantes, não comentários, guias ou notas de rodapé. Número 9) Quando um livro é chato, elas bocejam descaradamente, sem qualquer vergonha ou medo da autoridade. Número 10) Elas não esperam que seu bem-amado escritor redima a humanidade. Jovens como são, elas sabem que isto não está sob o poder dele. Apenas adultos possuem tais ilusões infantis."



Yuri Vieira

Fonte: Digestivo Cultural

A polêmica dos quadrinhos

A polêmica dos quadrinhos

Gente burra é foda... O pior de tudo é que são nossos governantes e nossa mídia. Quadrinhos também são coisas para adultos, lamento informar caros governantes, mas deve-se ler a obra antes de indicá-la se é para crianças ou adultos.

A polêmica dos quadrinhos

Gian Danton

Recentemente a história em quadrinhos 10 na área, um na banheira e ninguém no gol foi alvo de grande polêmica envolvendo a compra da mesma para bibliotecas públicas do estado de São Paulo. A escolha da obra revela, por si só um preconceito: 10 na área foi produzido para um público adulto, mas foi comprado pelo Governo do Estado de São Paulo para ser lido por crianças de oito anos. Quem escolheu, partiu da idéia equivocada de que toda HQ é infantil.

O episódio lamentável tornou proporções ainda maiores quando foi divulgado na mídia. O que se viu foi um show de desinformação. Falou-se que se tratava de uma apostila, que os autores eram depravados sexuais preocupados em perverter crianças... a maioria dos jornalistas não se deu ao trabalho de pesquisar do que se tratava. Se o fizessem, descobririam que 10 na área é uma coletânea de quadrinhos sobre futebol, publicada em 2002, na época da copa, e destinada ao público adulto. Não foi feita como quadrinho didático ou mesmo paradidático.

As próprias autoridades não se preocuparam em esclarecer a situação, talvez porque fosse mais fácil jogar a culpa sobre os quadrinistas do que em assumir os erros de um técnico na área de educação que não conhece quadrinhos.

Em entrevista ao jornal SPTV, o governador José Serra falou sobre o caso. A jornalista não perguntou a opinião do governador sobre a qualidade do material ou pediu uma análise estética, mas o governador fez questão de dizer: "Achei a obra um horror... tudo de muito mau-gosto... o desenho, tudo". Mais à frente, na mesma entrevista, o governador foi indagado sobre o livro de geografia distribuído pelo governo do estado, em que apareciam dois Paraguais. "Esse é um caso muito menos grave", assegurou o governador. Muito menos grave? Como? No caso de 10 na área, a obra é boa, fato demonstrado pelos prêmios recebidos pela obra e seus autores (entre eles, os irmãos Bá, ganhadores do prêmio Eisner, o mais importante dos quadrinhos mundiais), só foi mau escolhida. No caso do livro de geografia, a obra tem um erro gravíssimo, uma distorção da realidade, que compromete todo o conteúdo.

Estava dada a dica e a imprensa sensacionalista caiu em cima. Datena sugeriu que 10 na área era uma espécie de cartilha de libertinagem. Ratinho soltou palavrões. Até mesmo a rede Globo (em reportagem do SPTV) saiu-se com essa inusitada chamada: "As histórias são em quadrinhos, mas o conteúdo não tem nada de infantil", como se o fato de ser quadrinhos obrigasse o material a ser infantil.

Os autores, que nem mesmo ganharam dinheiro com a publicação, tiveram que vir a público para se explicar. "Compraram livros sem ler para estimular a leitura dos jovens!", afirmou Spacca. "Quando eu fiz o livro, era destinado a outro público, de mais idade (...) Quem comprou não avaliou isso. O problema todo foi a falha de seleção em si.", disse Lélis. "Há claramente aqui um engano. O álbum foi concebido e produzido para um público adulto às vésperas da copa de 2002", afirmou Orlando, organizador da coletânea.

"Esse escândalo por conta do livro "Dez na Área, Um na banheira e Ninguém no gol" é um escândalo mesmo, por várias razões. Primeiro, porque a barbeiragem é do governo. Esse livro não foi escrito nem ilustrado para crianças de nove anos. Quem botou o livro na mão da molecada que se responsabilize. Não foram os editores, organizadores ou autores - um time de primeiríssima que orgulharia qualquer indústria de HQ do planeta", escreveu André Forastiere, em seu blog blog.

A grande imprensa, em especial a sensacionalista, que vive de desgraças, palavrões e bizarrices, ignorou completamente isso e preferiu botar seus holofotes sobre os quadrinhos.

Se a obra fosse literária, provavelmente a reação seria muito diferente.

Vamos imaginar uma outra situação, igualmente bizarra: que alguém desavisado resolvesse distribuir a obra Saraminda, de José Sarney, para crianças de oito anos. Ao se deparar com trechos eróticos (Eu soube o que era amor. E eu fui implorando para ela se entregar, e ela era uma cobra sucuri que se enrolava em mim e fugia sem fugir, assim junta e sussurando. (...) Ali estavam os bicos dos seios que eu apenas tinha entrevisto, amarelos como ouro bruto, tirado da terra, mas do brilho trabalhado por mãos de ourives, artista do bonito. As pontas eram grandes, altas, duras, roliças, faiscavam como tição) qual jornalista ou político pensaria em culpar o autor, o dizer que a obra é um horror, de muito mau-gosto?Nenhum, provavelmente, ou pelo menos nenhum em seu juízo perfeito. Seria claro que o erro não é da obra, mas da escolha para estudantes de oito anos.

O que provocou tanta polêmica não foram os palavrões (até pudicos, comparados com os que são gritados por Ratinho todo dia, para uma audiência que inclui crianças). Não foram as cenas eróticas. Aliás, essas se resumem um quadro no qual aparece uma mulher de lingiere, tão sensual quanto qualquer dançarina do Faustão ou Gugu e muito menos explícita do que o mundo cão de Datena.

O que provocou polêmica foi o fato de ser quadrinhos.

Imprensa e José Serra cometeram o mesmo erro da pessoa que teve a infeliz idéia de distribuir esse álbum para estudantes de oito anos: achar que se é quadrinhos, é para crianças.

Fonte: Digestivo cultural

Salve o planeta




Bom dia,

Todos os dias quando abrimos os jornais vemos notícias sobre como o meio ambiente está sendo destruído. Que tal agora pensar
numa
forma de fazer a nossa parte para ajudar o planeta?

A Assembléia Geral da ONU criou o Dia Mundial do Meio Ambiente que é comemorado anualmente no dia 5 de junho, estimulando e
conscientizando as pessoas a reforçar as atenções políticas sobre o Meio Ambiente.

O que podemos fazer?

O Portal Voluntários Online está apoiando essa ideia e recrutando voluntários.

Basta se candidatar em uma ou mais das 5 vagas que estão disponíveis:

Divulgador da Campanha "Plantemos para o Planeta"
Divulgador de Práticas Ecológicas
Divulgador do Meio Ambiente - Youtube
Divulgador de Informações Ecológicas para a região da Grande Florianópolis
Blogueiro para a campanha do Dia Mundial do Meio Ambiente

Sendo voluntário em uma dessas vagas você está colaborando para o alcance dos 8 Objetivos do Milênio e participando de um
movimento mundial que reúne milhões de pessoas ao redor dessa causa.

Seja você também um desses milhões de voluntários fazendo a sua parte.

A revolução começa agora

Apesar de ilegal, o Download de músicas e vídeos através da Internet é uma prática cada vez mais comum. Parte desta popularização se deu por culpa das próprias gravadoras e estúdios de cinema. O motivo foi não terem entendido que o modelo de negócio onde a indústria fonográfica e cinematográfica estavam baseadas simplesmente acabou.

Para se ter uma ideia do problema, quem está disposto a adquirir um CD ou DVD por valores relativamente altos quando só se está interessado em uma ou duas de suas músicas?

Ao contrário das gravadoras, que simplesmente não deram a mínima importância ao mercado, a Apple sempre esteve de ouvidos e olhos bem abertos para as novas tendências. A fabricante do Mac aproveitou a oportunidade e criou o iTunes, uma loja de venda de músicas que ia contra tudo que tínhamos até aquele momento. A possibilidade de comprar somente as músicas que você deseja e já no formato digital imediatamente caiu na preferência do público. Certamente isto explica o sucesso alcançado com muitos milhões de músicas vendidas. Parabéns para a turma da maçã.

Agora parece que o mercado começa a mudar de preferência novamente e tem gente que já embarcou na novidade.

O que você acha de, ao invés de ter que comprar as suas músicas preferidas separadamente, pagar um valor fixo por mês e poder baixar músicas e ouvi-las de forma ilimitada? Pois é isto que oferece o Comes With Music ou CWM, um novo novo serviço da Nokia que permite ouvir qualquer música de seu acervo (com mais de 3 milhões de títulos) a um preço fixo.

Você deve estar pensando, mas isto deve ser caro. Pois para ter acesso a este serviço por um ano basta comprar um aparelho da Nokia (no Brasil o único aparelho habilitado ao CWM é o Nokia 5800 mas outros estão na fila de lançamento). Infelizmente não existe a opção de adquirir este serviço para funcionar em outros aparelhos.

E quando acabar o ano de downloads ilimitados será preciso pagar a renovação da assinatura? Nada disto, basta apenas comprar outro aparelho da Nokia que tenha este serviço habilitado.

Realmente um serviço inovador e uma excelente forma de fazer os piratas deixarem de serem piratas.

Todos estes serviços podem ser comparados aos restaurantes. Inicialmente tínhamos o \"a la carte\", depois vieram os \"self-service\", onde você paga o que consome e agora os restaurantes que funcionam no estilo do \"all you can eat\" ou em português \"tudo que você conseguir comer\". Pague um preço fixo e coma a vontade.

E, aí, você vai embarcar nesta nova revolução? Ela está pronta para te oferecer tudo que você queira ouvir e a um preço fixo.

Um forte abraço e até a próxima semana.

Fonte: IMasters

Adultolescência

Adultolescência
Estava refletindo sobre uma frase de um texto de revista, bem básico, que explica Piaget. Bem, esse trecho fala das transformações mentais do adolescente (idade linda), e diz que o adulto não ganha nenhuma nova estrutura mental. Eu discorod deste trecho. Comecei a refletir sobre mim. Eu sou tão diferente em cada momento, estou sempre mudando tanto. Desde percepções, saberes, maneira de agir. Meu modo de ser é muito aberto a novos aprendizados e experiências. Concordo quanto ao aprofundamento das coginições, que o texto fala. Comecei a refletir sobre as pessoas com quem me relaicono, desde amigos, familiares, colegas, conhecidos, etc. E de fato, noto que há mudanças em cada ser. Mesmo que mantenham aspectos do seu jeito e personalidade. Fiquei tentando entender porque isso ocorre e acho que tem a ver com a sociedade da informação, em que há muita informação disponível, e mesmo sobrecarga de informação. Há também a influência do mercado de trabalho, em que, com o avanço tecnológico, torna-se cada vez mais difícil manter-se em apenas uma função, as pessoas estão sempre sendo obrigadas a se moverem, aprenderem coisas novas, sob o risco de tornarem-se obsoletas.
Não posso dizer que é benéfico ou perverso esse nosso mundo, pois é complexo demais. Reduzir a simples bem e mal não é nem mais possível. Só posso afirmar que amo mudar e aprender coisas novas, mas odeio gastar 80% do meu tempo em tentar não ser ultrapassada. Saco. A mesma guerra entre o prazer e a objetividade...

Inteligência social

Inteligência social
Muito se fala de inteligência emocional, corporal, intelectual, espiritual, o caralho a quatro. Mas raramente ouço falar de inteligência social. Seria algo como interagir com os outros de maneira iteligente, como por exemplo, jogar o papel de bala no lixo ao invés de jogar no chão é um ato de inteligência social. Sim, pois vocês está cuidando da sociedade, do meio em que vive. Tendo esse cuidado, você melhora a vida das pessoas ao seu redor e, conseqüentemente, melhora a sua vida. Segurar a bolsa pesada da pessoa no ônibus, dar boa noite ao cobrador, e mesmo, não fazer barberagem, são pequenos atos de inteligência emocional que melhoram o cotidiano. Hám logicamente, coisas mais sérias, como separar o lixo, não votar em mafiosos, não acreditar na televisão, ser tolerante com as pessoas diferentes, não odiar gratuitamente as pessoas, enfim, tantas coisas... Não molestar, não abusar da força. Etc. Etc. Não há (felizmente) um manual prático de boas maneiras. É só pensar um pouco no seu dia-a-dia. Sabe, o ato de pensar? Por isso, chamo de inteligência social.

Texto recomenda a executivos que evitem o gerundismo

Texto recomenda a executivos que evitem o gerundismo

Texto recomenda a executivos que evitem o gerundismo



Foi publicado na Gazeta Mercantil (edição de 2 de outubro de 2008), sob a rubrica “Carreira”, artigo em que executivos são aconselhados a evitar, a todo o custo, o emprego do gerundismo, tachado de “vício de linguagem que se tornou uma espécie de praga nas empresas”.
Muito já se falou sobre esse emprego inadequado do gerúndio (“vou estar encaminhando os documentos”, “vai estar pedindo a mercadoria” etc.), mas, nesse artigo, salta aos olhos a razão pela qual o meio empresarial condena tal prática lingüística. Diz o artigo: “Por estar associado aos níveis mais baixos da hierarquia empresarial, usar expressões como ‘vamos estar reestruturando’ soa como palavrão quando pronunciadas por um executivo” (sic).
Muito bem. Estamos diante de um caso explícito de preconceito lingüístico, ou seja, a construção deve ser banida por supostamente estar associada aos níveis mais baixos da hierarquia empresarial.
Registre-se aqui que esse tipo de comportamento em nada ajuda a compreender as características e sutilezas do idioma, muito menos a refinar e a tornar precisa a expressão do pensamento.

Fonte: Dicas de português

Alcoólicas (trechos)

Alcoólicas (trechos)
Alcoólicas (trechos)

Hilda Hilst


I

É crua a vida. Alça de tripa e metal.
Nela despenco: pedra mórula ferida.
É crua e dura a vida. Como um naco de víbora.
Como-a no livor da língua
Tinta, lavo-te os antebraços, Vida, lavo-me
No estreito-pouco
Do meu corpo, lavo as vigas dos ossos, minha vida
Tua unha plúmbea, meu casaco rosso.
E perambulamos de coturno pela rua
Rubras, góticas, altas de corpo e copos.
A vida é crua. Faminta como o bico dos corvos.
E pode ser tão generosa e mítica: arroio, lágrima
Olho d’água, bebida. A vida é líquida.

II


Também são cruas e duras as palavras e as caras
Antes de nos sentarmos à mesa, tu e eu, Vida
Diante do coruscante ouro da bebida. Aos poucos
Vão se fazendo remansos, lentilhas d’água, diamantes
Sobre os insultos do passado e do agora. Aos poucos
Somos duas senhoras, encharcadas de riso, rosadas
De um amora, um que entrevi no teu hálito, amigo
Quando me permitiste o paraíso. O sinistro das horas
Vai se fazendo tempo de conquista. Langor e sofrimento
Vão se fazendo olvido. Depois deitadas, a morte
É um rei que nos visita e nos cobre de mirra.
Sussurras: ah, a vida é líquida.


III


Alturas, tiras, subo-as, recorto-as
E pairamos as duas, eu e a Vida
No carmim da borrasca. Embriagadas
Mergulhamos nítidas num borraçal que coaxa.
Que estilosa galhofa. Que desempenados
Serafins. Nós duas nos vapores
Lobotômicas líricas, e a gaivagem
se transforma em galarim, e é translúcida
A lama e é extremoso o Nada.
Descasco o dementado cotidiano
E seu rito pastoso de parábolas.
Pacientes, canonisas, muito bem-educadas
Aguardamos o tépido poente, o copo, a casa.

Ah, o todo se dignifica quando a vida é líquida


IX


Se um dia te afastares de mim, Vida — o que não creio
Porque algumas intensidades têm a parecença da bebida —
Bebe por mim paixão e turbulência, caminha
Onde houver uvas e papoulas negras (inventa-as)
Recorda-me, Vida: passeia meu casaco, deita-te
Com aquele que sem mim há de sentir um prolongado
vazio.
Empresta-lhe meu coturno e meu casaco rosso:
compreenderá
O porquê de buscar conhecimento na embriaguês da via
manifesta.
Pervaga. Deita-te comigo. Apreende a experiência lésbica:
O êxtase de te deitares contigo. Beba.
Estilhaça a tua própria medida.

Fonte: Releitura

Passeio

Passeio
1.

Não haverá equívoco em tudo isto?
O que será em verdade transparência
Se a matéria que vê, é opacidade?
Nesta manhã sou e não sou minha paisagem.
Terra e claridade se confundem
E o que me vê
Não sabe de si mesmo a sua imagem.

E me sabendo quilha castigada de partidas
Não quis meu canto em leveza e brando
Mas para o vosso ouvido, o verso breve
Persistirá cantando.
Leve, é o que diz a boca diminuta e douta.

Serão leves as límpidas paredes
Onde descansareis vosso caminho?
Terra, tua leveza em minha mão.
Um aroma te suspende e vens a mim
Numas manhãs à procura de águas.
E ainda revestida de vaidades, te sei.
Eu mesma, sendo argila escolhida
Revesti de sombra a minha verdade.

Hilda Hilst
(Livro: Exercícios)

Surpresa

Surpresa
Estou escrevendo uma novela e estou achando uma delícia escrevê-la. Hoje, no ônibus, ou mesmo as vezes, lendo coisas por aí, começo a pensar em como colocá-las dentro do livro. O livro, além dele, terá uma mistureba de canções, imagens, poesias, textos jornalisticos, textos de classificados, frases de conhecidos, latidos, todo um séquito de coisas efêmeras e gloriosas, todas perfeitamente ali. Enfim...

Mas o que mais me surpreendeu hoje foi eu ter me deparado com a seguinte realidade: Meus personagens tem vida própria e personalidade própria! Sim, pois eu os construí de uma maneira, mas parece que aos poucos eles vão se revelando para mim, e de uma forma surpreendente. E vão insistindo em viver e ter suas opiniões, seus movimentos. Eu escrevi toda a estrutura do livro, e lentamente vou tecendo seus capítulos, escrevendo-os, rescrevendo-os. Este livro possui, estruturalmente, umas particularidades e uma lógica que se percebe aos poucos. Estou feliz da vida com isso. Então, o Gregório está me surpreendendo, óió.

Estou reescrevendo muitas vezes o segundo capítulo, que é quando ele aparece pela primeira vez, daquele jeito dele. É muito bom escrever, e eu tenho pensado muito nisso.

Finalmente um vício bom. Pra mim pelo menos.

Caminho Histórico em Perigo

Caminho Histórico em Perigo
Caminho Histórico em Perigo

Caros irmãos, é com um sopro no coração que creditamos aos últimos suspiros, a ComCiência, em salvar do bueiro este santuário que agoniza em meio ao shoping político econômico da ilha, onde a sociedade miserável e iludida aceita as poucas esmolas do cotidiano como única ração.( A trilha ecológica tombada, e ainda sem placa sinalizadora) Caminho Ratones/ Costa da Lagoa, além de ter sido tombado em 2 de janeiro 2002, representa hoje um dos caminhos públicos para a prática de ecoturismo e de educação ambiental mais utilizados da ilha, sendo o percurso mais curto entre as duas maiores bacias hidrográficas e econômicas da ilha , a do Rio Ratones um dos maiores pólos turísticos do MERCOSUL, e da Lagoa da Conceição a maior concentração jovem universitária e ambientalista.
Estas duas regiões com o turismo mais desenvolvido da capital são unidas por uma frágil e encantada floresta que une os sertões da ainda rural vila do Canto do Moreira ao centro da bucólica e porção mais doce da Lagoa , a vila da Costa.O seu valor histórico transcende épocas imemoriáveis por se constituir a comunhão natural mais sutil e mágica entre os sertões do maior rio e as porções doces da maior Lagoa.Todo este conto de fadas esta prestes a sucumbir em audiência decisiva que julga o mérito de sua transformação em estrada no dia 18 de maio,e o que é pior, a reversão de um bem publico tombado .
Como poucos cidadãos podem arrancar o direito de toda sociedade presente e futura em usufruir de um bem ambiental tombado para ser ecologicamente equilibrado e cuidado sendo um bem de uso comum do povo e essencial a sadia qualidade de vida? Felizes aqueles que constroem a Paz com Justiça , e a Justiça com Amor...JC Grande mãe natureza ajude-nos a dar o melhor de nos à vida, e deixar a terra um pouco mais bela por termos vivido nela.Apenas rogo que compartilhem com todos que conhecem a trilha e aos que um dia possam perceber seu encanto, que divulguem , espalhem em suas listas, falem a todos, para que não passemos um dia por ignorantes e inanimados diante de nossos sonhos e filhos, e sustentemos nossos paraísos aqui na vida real. Amãe....

acrescentem melhorem façamos alguma coisa!!!!!

ACP 023 063 829 24-2 (número do processo no Ministério Público)

ÇaraKura
Florianópolis - SC

Se todas as tuas noites fossem minhas

Se todas as tuas noites fossem minhas
Se todas as tuas noites fossem minhas

Se todas as tuas noites fossem minhas
Eu te daria, a cada dia
Uma pequena caixa de palavras
Coisa que me foi dada, sigilosa

E com a dádiva nas mãos tu poderias
Compor incendiado a tua canção
E fazer de mim mesma, melodia.

Se todos os teus dias fossem meus
Eu te daria, a cada noite
O meu tempo lunar, transfigurado e rubro
E agudo se faria o gozo teu.

Hilda Hilst
(1930-2004)