mimimi
Dica do dia: chovendo molhado
Mas não se esqueça: terminou de aprontar? Se der tempo, roube um salgadinho, um docinho ou então a Barbie daquela criança infeliz que não parava de ficar te cutucando e se escondendo. Molhou? Robou? Aprontou? Então vai correndo pro restaurando pra conseguir umas testemunhas. Converse com todo o mundo, faz a íntima com todo o mundo e até sensualize com alguém, assim, a última pessoa que irão suspeitar... será você.
Esse calendário foi criado com o seguinte princípio: o papel absorve a tinta e preenche a data ao longo do dia (imagino que o preenchimento de cada data deve demorar aproximadamente 24h). O Calendário é composto por uma folha com o mês inteiro escrito em relevo para servir de caminho para a tinta, um tubinho de tinta acompanha o produto e acredito que a quantidade foi calculada para durar o mês todo.



Muito boa idéia!
Seria legal fazer um que pega fogo heheheheh, mas se bem que não iria durar nem uma hora, e ainda ia botar fogo na casa hehehehehe
Queria um na minha parede!
Fonte: Já viu isso?
15h: Acorda
15h05: Chivas Regal, Jornais, cigarros Dunhill com Piteira
15h45: Cocaína
15h50: Mais Chivas e Dunhills
16h05: Café e Dunhills
16h15: Cocaína
16h16: Suco de laranja e Dunhills
16h30: Cocaína
16h54: Cocaína
17h05: Cocaína
17h11: Café e Dunhills
17h30: Mais gelo no Chivas
17h45: Cocaína
18h00: Maconha
19h05: Almoço na Taverna Woody Creek - cerveja, duas margaritas, dois cheeseburgers, duas porções de fritas, um prato de tomates, uma salada com taco, uma porção dupla de cebola frita, torta de cenoura, sorvete, um bolinho de feijão, mais Dunhills, outra cerveja, cocaína, e um cone de sorvete com uísque.
21h: Começa a cheirar cocaína a sério
22h: Ácido
23h: Vinho, cocaína e maconha
23h30: Cocaína
00h: HST está pronto para escrever
00h às 6h: Vinho, cocaína, maconha, Chivas, café, cerveja, suco de grapefruit, Dunhills, suco de laranja, gim, sessão contínua de filmes pornográficos
6h: Banho de banheira, com champanhe e fettuccine Alfredo
8h: Halcyon
8h20: Pega no sono
Extraído do texto Um Dia na Vida de Hunter Thompson, do blog Vladivostok
Sabe aquelas coisas que você considera perigosas, mas divertidas? Você tá com medo de ir, em frente, mas ao mesmo tempo, sente uma vontade louca também. Tipo saltar de pára-quedas, ou pular daquele trampolim altíssimo na frente dos seus amigos naquela festa à beira da piscina. Aí vem um colega sem noção que você tem, que já pulou diversas vezes e dá aquele empurrãozinho em você... que cai como uma abóbora madura, mas acha tudo o máximo. O jornalismo para mim foi um trampolim, um salto rumo ao semi-desconhecido; sabia mais ou menos o que me esperaria lá embaixo, mas não sabia como seria a queda ou os momentos após a queda. E o maluco que me deu o empurrãozinho, mesmo sem saber, e já estando com a cabeça estourada por uma bala de espingarda atirada por ele mesmo, foi Hunter Thompson.
Eu passei a gostar de escrever algum tempo depois de gostar de ler - o que ocorreu ainda na primeira série. Sempre olhei o hábito como hobby e fui fazer faculdade de Sistemas de Informação, visando trabalhar na minha paixão de juventude além de obter informação: sistemas computacionais. Fiquei por três períodos, desisti e fui fazer jornalismo (mesmo ouvindo todas as questões sobre baixo salário e horas extras)... exatamente após ler Hell Angel's, um dos livros mais conhecidos de Thompson.
Olhando os jornais é difícil sentir qualquer apego àquilo… ou ter um incentivo para exercer a profissão de jornalista. Jornais são chatos em sua grande maioria, seguem estruturas rígidas demais, e contém textos insípidos. Parecem escritos por pessoas que prefeririam estar coletando esperma de macacos em algum zoológico da Tailândia. Mesmo que as notícias sejam sobre uma região ao lado da sua casa, é como se esses escritores estivessem distantes de você, mandando as notícias por email. Hunter fazia o inverso: escrevia sobre pessoas longe de você (ao menos de mim), mas fazia parecer que todos estavam ao seu lado, que eram seus amigos. Foi o que ocorreu com a saga dos Anjos Infernais, que contaram com a presença de Thompson por quase um ano entre a sua gangue…
Hunter foi um daqueles jornalistas (e escritores) que não se acha fácil por aí. Enquanto no Brasil o "fazer jornalismo" quase sempre se limita a ir atrás de mortes, ou casos de corrupção (não me entendam mal, penso que isso devo ser noticiado, mas não SÓ isso, como é de praxe nos veículos brasileiros), Hunter ia atrás do que ele chamava de "a parte mais podre da América, onde me sinto em casa". E fazia isso usando uma linguagem e um estilo até então inédito, e quase sempre com os aditivos mais potentes - e proibidos - misturados aos seus fluídos corporais.
Muito do estilo de Thompson nasceu nos veículos jornalísticos mais malucos e com menos a perder dos EUA. Foi lá que ele teve a oportunidade de soltar seus primeiros textos sem ser tachado de esquisitóide. Afinal, ele estava entre os seus por lá. Sua primeira experiência com o que viria a ser conhecido como Jornalismo Gonzo - mais ou menos como uma versão 200 Km/h do Novo Jornalismo praticado por Gay Talese, Truman Capote e Norman Mailer - foi justamente Hell's Angels - Medo e Delírio Sobre Duas Rodas.
Anjos de Tridente
Após se envolver com diversos membros da famosa e temida gangue de motociclistas, Hunter recebe o convite do editor da revista The Nation para traçar um panorama dos deles. Na época eles eram temidos, sua fama os precedia. Tudo graças a uma mídia que alimentava o mito de que eles destruíam todos os lugares por onde passavam, e aproveitavam o tempo livre para violar as moças que estavam a sua volta. Esses relatos deixavam a população à flor da pele, assim como as autoridades policiais, que se embebiam de medo, e agrupavam contingentes enormes, só de ouvir dizer que os Angels se aproximavam.
Usando seu estilo único, recheado de referências a cultura americana, experiências pessoais e auto-inserção na notícia, aliada a amizade que fez com os fora-da-lei mais famosos do seu tempo, Thompson traçou o mais completo retrato, tanto social, quanto antropológico da gangue, além de ir fundo na psique dos caras e analisar sua influência política e econômica nos EUA.
Sua descrição das festas regadas a drogas e orgias, as jornadas em comitivas gigantes de motociclistas e até os confrontos com a polícia é a radiografia mais verdadeira (ou talvez nem tão verdadeira, quanto afirmaram alguns promotores posteriormente) que o jornalismo já produziu sobre a contracultura que socou os EUA em cheio em meados da década de 60, mas explodiu violentamente nos Anos 70 (o livro é de 1965), juntamente com os escritos de Jack Kerouac sobre o surgimento da Geração Beatnik.
As constatações de Thompson, como era de se esperar, em muito diferiram do que se aceitava comumente. Os Anjos não eram sociopatas que só pensavam em estuprar ou puxar alguma briga: eram homens sem formação, que só queriam experimentar um pouco como era ser um fora da lei. Eram malucos que muito diferiam dos “normais” da sociedade americana? Sim, e muito. Mas estavam longe do que era retratado pela mídia americana. Não tinham emprego fixo - no máximo faziam algum bico, geralmente de mecânico de motos, ou alguma atividade braçal- e em suma viviam entrando e saindo da cadeia, geralmente por crimes econômicos.
Em resumo: eles eram um grupo (geralmente) unido, com uma rígida gama de regras de condutas (nem sempre seguidas) e uma visão de mundo própria. Eles eram como um grupo de cachorros selvagens que só atacam quando são atacados.
Além dos Angels, Hunter é uma atração a parte no livro. Ajuda o fato dele SER o livro também. Sua experiência ao lado dos fora-da-lei é o que torna tudo importante, assim como a constatação de que está rodeado de mentiras. Suas descrições dos encontros dos Angels e de tudo que rolava lá, incluindo o assédio das mulheres, são antológicas, assim como os capítulos finais, com a narrativa do cortejo fúnebre de um dos motociclista atropelado. O “silêncio” que Hunter coloca nas palavras muito me fez lembrar as sequências em que os Jedi são massacrados, em A Vingança dos Sith. Triste, mas ao mesmo tempo, poético.
Hunter escreve como um maluco desenhando num papel. Vai rabiscando o que vê, ouve e sente, e depois tenta dar uma ajeitada. O resultado é uma viagem literária das mais loucas. Para se ter uma idéia, seu livro basicamente se divide em três partes: a) a apresentação dos Angels como pessoas, b) os Hell’s Angels como organização, focando o grande encontro deles nas montanhas da Califórnia em 67, c) a cultura das drogas e do hedonismo entre eles. Fora isso, não espere muito mais organização nos textos de Thompson. Cada capítulo é um catatau gigantesco, com falas, entrevistas e nenhum senso de organização por assunto… o que torna toda a experiência única.
Mesmo sem a organização que gente de calibre como Tony Parsons considera fundamental, ele consegue tecer uma base argumentativa coesa... daquelas de deixar de joelhos jornalistas cheios de si, de publicações bundonas como a Time e a Life, que estavam numa cruzada para colocar os Angels no ostracismo - eles só não entendiam que eles já estavam lá. Ao fim da jornada, você não sabe se odeia mais os Angels, ou se passa a admira-los.
Depois de um ano tentando provar que os Angels eram um grupo muito mais complexo que os neandertais que a “elite” julgava que eram, Hunter recebe um estranho pagamento. Os Angels acharam que estavam sendo passados para trás e que estavam super expostos… e descontaram tudo em Thompson, dando-lhe uma verdadeira sova - usando as clássicas correntes que os tornaram famosos brigões. Ele foi salvo por Sonny Barger, o líder incontestável dos motoqueiros, após quase receber uma pedrada mortal na cabeça.
Ao final ele se sente preso em uma caverna no Congo (ou em um acampamento no Camboja) e exprime a clássica frase: O horror, o horror…
Sim, é tudo loucura, mas daquelas que redimem e ensinam mais que inúmeras edições do Estado de São Paulo!
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Vou dividir meus posts sobre Hunter Thompson em três: esse, com os Angels, outro com sua biografia e com a sua antologia de reportagens, e mais outro com suas obras de ficção e sua mais famosa obra: Medo e Delírio em Las Vegas.
Fonte: Nerd somos nozes

| Poesia - A Arte da Sutileza ₢ Dalva Agne Lynch A poesia é (ou deveria ser), por excelência, a arte da sutileza. O poeta implanta no leitor as emoções que ele mesmo sente, ou quer retratar - e quanto mais sutil é este implante, maior é a poesia do texto. Assim, na poesia, utiliza-se de muitos recursos para se transmitir sensações ao leitor, sem que se precise explicitamente citar ou descrever a sensação. Quem já não sentiu o desespero existencial de "Tabacaria", de Álvaro de Campos, heterônimo existencial de Fernando Pessoa? No entanto, não há, em todo aquele longo poema, uma simples palavra a respeito de existencialismo. Você lê e sente. Você lê e sabe. Esta é também a diferença entre o poema pornográfico e o poema sensual. Um texto pornográfico descreve minuciosamente um ato, de maneira explícita. Um texto sensual deixa-nos vislumbrar o ato, sentir toda a emoção, sem jamais descrevê-lo. Um poema de amor pode ser simplório, afirmando simplesmente "eu amo essa pessoa", ou pode se estender por estrofes a fio, descrevendo em cores e formas e sons este mesmo amor: "E tudo, ao meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meus pensamentos" (Vinicius de Morais, Soneto da Fidelidade) Um poema sobre a saudade pode dizer "eu sinto falta dela", ou pode tecer em palavras o sentimento: Porque em noites como esta tive-a em meus braços, a minha alma não se contenta por havê-la perdido. Embora seja a última dor que ela me causa, e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo. (Pablo Neruda, Canção Desesperada) Assim, o que diferencia o poeta do homem comum é sua capacidade de dizer o óbvio de maneira sutil. Quer dizer, expressar a poesia de algo em forma de poema. Poesia é um sentimento - poema é a obra de arte que dele advém. Quando escrevi o poema Busca, um leitor comentou: "Mas o seu poema não tem pontuação! E aquela música, também... Olha, fiquei até ANGUSTIADO lendo." Aleluia - esse era o sentimento que eu queria expressar - angústia! Leia abaixo, e diga-me o que você sentiu: Busca (do livro "Nos Jardins Sagrados", Canto III) © Dalva Agne Lynch A voz da razão me disse - Não busque! mas não a posso escutar. Caminho a esmo sozinha entre quadros e relíquias antigas entre fileiras de livros novos livros empoeirados na ruas no parques nas salas de chat no barulho ensurdecedor de uma discoteca onde estivemos juntos sem estarmos juntos onde meu desvario me leva e fico sentada sozinha à espera porque a vida também se distrai e talvez se esqueça de mim e finalmente estejas lá olhos parados e gestos nervosos e te acalanto tua cabeça no meu regaço e tudo vale a pena o vazio da noite as flores ausentes o abraço apenas meu ouvindo teus contos de amores perdidos encontrados buscados tecendo carinho no teu cabelo macio enquanto esperas que a vida se distraia se esqueça de ti e quem buscas esteja lá olhos parados cabelos longos esvoaçantes e aprendas a abrir braços de acalanto ainda que não retenham o momento e comeces a buscar entre fileiras de livros novos livros empoeirados na ruas no parques nas salas de chat no barulho ensurdecedor de uma discoteca teus olhos parados gestos nervosos atrás de pedaços de amor emprestado aceitando até o vazio da noite as flores ausentes o abraço apenas teu e entendas que amor não é posse mas possibilidade a carícia sem pedir troco e amor se torne apenas amar... fig - Arthur Rackham |
| Dalva Agne Lynch |
| Publicado no Recanto das Letras em 03/02/2009 Código do texto: T1419956 |
Fótons emaranhados são pares de partículas comuns de luz que estão misteriosamente conectados em nível quântico. Em cada par, um fóton parece “saber” o que ocorreu com o outro independente da distância que os separa. Albert Einstein uma vez se referiu a este efeito como “assustadora ação à distância”.
Criptógrafos acreditam que esta propriedade torna os fótons emaranhados ideais para o envio de mensagens secretas. Embora esse método não evite a interceptação de uma mensagem, ele consegue revelar um “espião” instantaneamente por meio da ação dos pares de fótons emaranhados.
“Você saberá imediatamente que houve alguém na linha”, disse Anton Zeilinger, membro da equipe de pesquisadores da Universidade de Viena.
Encontrando os fótons
Transmitir fótons a longas distâncias é difícil, pois o feixe de luz perde intensidade rapidamente, como a luz de uma lanterna. Isso torna os fótons emaranhados mais difíceis de serem detectados quanto maior o trajeto percorrido.
“Perdemos muitos fótons devido à dispersão na atmosfera e à absorção”, afirmou Zeilinger. “Somente cerca de 1 em 10 milhões chega ao outro lado.”
Produzir detectores que possam “encontrar” os fótons chave em meio à luz de fundo é, portanto, uma parte crucial do experimento.
Anteriormente, a equipe havia conseguido detectar membros isolados de pares emaranhados enviados a uma distância de 144 km. Para sua pesquisa, publicada recentemente no periódico especializado Nature Physics, Zeilinger e seus colegas tornaram seus detectores suficientemente sensíveis para enviar ambos os membros de um par e encontrá-los juntos em uma localização definida.
O próximo passo seria enviar cada um dos fótons emaranhados para um receptor diferente, abrindo a primeira porta para fontes distantes enviarem mensagens codificadas entre si por meio de uma conexão de satélite.
Segurança na internet e ‘ação assustadora’
O premiado escritor de ficção científica e futurista Robert J. Sawyer acredita que o maior beneficiário das mensagens quânticas no curto prazo será o comércio eletrônico, para o qual as transmissões cifradas de informação são vitais na prevenção de roubos. Contudo, a expansão da transmissão de mensagens codificadas pelo planeta está apenas começando.
“Em teoria, partículas emaranhadas permanecerão ligadas entre si a despeito da distância que as separam,” diz Sawyer. Por essa razão, elas poderão ser, um dia, utilizadas para a comunicação interestelar.
Carl Frederick, físico e escritor de ficção científica de Ithaca, no estado norte-americano de Nova York, é cético acerca da possibilidade de partículas emaranhadas serem usadas algum dia para a transmissão de mensagens “reais”. Isso porque as mudanças nos fótons interligados se parecem mais com o resultado de um jogo de cara ou coroa. Os lançamentos podem ser os mesmos em ambos os lados, mas o resultado é basicamente aleatório.
“Se você jogar uma moeda para cima, você não tem nenhum controle sobre o resultado, logo, você não pode utilizar isso como uma mensagem voluntária do tipo ‘me encontre ao meio-dia’”, afirma Frederick.
O escritor de ficção científica Jerry Oltion de Eugene, no Estado do Oregon, discorda.
“Você simplesmente precisa estabelecer um código à frente do tempo”, defendeu ele por e-mail. “Se eu alterar o fluxo de fótons para um décimo de segundo, trata-se de um ponto. Dois décimos de segundo, será um traço. Com esse padrão pré-estabelecido, você pode enviar mensagens em código Morse. Um pouco mais de sofisticação permitiria o envio de mensagens de texto - um grau ainda maior de complexidade possibilitaria que enviássemos voz, ou até mesmo vídeos”, acrescentou Oltion.
“Com a codificação correta, não vejo razão para que mensagens complexas em tempo real não possam ser enviadas por meio dessa ‘assustadora ação à distância’”.
Fonte: Terra Tecnologia & National Geographic
Fonte: Ceticismo.net
O mais importante museu de histórias em quadrinhos da Europa, com um acervo de 8 mil desenhos originais, foi inaugurado em Angoulême, no sudoeste da França, cidade que se tornou uma referência para os fãs de HQs com a realização de festivais internacionais sobre o tema desde 1974.
O Museu de Histórias em Quadrinhos de Angoulême , instalado em um antigo armazém de vinho, reúne – além de pranchas de desenhos e edições originais – inúmeros documentos, vídeos e variados objetos que tratam de quadrinhos sob diferentes formas. O museu retrata a história dos quadrinhos, desde sua criação, no século XIX, pelo suíço Rodolphe Töpffer , até os autores contemporâneos.
Pranchas com desenhos da obra Tintin no Tibete , de 1959, e de outros personagens famosos, como Asterix e Corto Maltese , além de criações mais antigas de autores como Cham e Winsor McCay , são algumas das raridades que podem ser vistas no local.
Para garantir a boa conservação das obras, o conjunto de pranchas e desenhos originais serão trocados três vezes por ano, o que permite aos visitantes descobrir uma nova parte do acervo a cada quatro meses.
O percurso da visita se divide em quatro seções. Na primeira delas, sobre a história dos quadrinhos, a partir de 1883, é feito um paralelo entre a tradição franco-belga, de personagens como Tintin , Asterix , Bécassine , Zig e Puce e Corto Maltese , publicadas em revistas semanais e álbuns de capa dura, e os quadrinhos americanos, publicados em tiras de jornais e revistas de formato pequeno conhecidas como comic books .
Essa parte histórica da exposição revela ainda como os quadrinhos evoluíram para se tornar obras para adultos entre 1955 e 1980, ao relatarem as mudanças sociais da época, e apresenta também um espaço dedicado aos quadrinhos japoneses, conhecidos como mangá, que totalizam o maior número de títulos e leitores em todo o mundo.
O restante do percurso propõe ainda aos visitantes um ateliê que mostra como as histórias em quadrinhos são criadas, além de uma sala onde estão reunidas 26 pranchas de desenhos consideradas entre as mais importantes do acervo, que serão substituídas regularmente.
No final da visita, uma galeria apresenta os autores contemporâneos e obras criadas em escolas de desenho da França e de outros países.
Em cada uma das quatro seções do museu existem salas de leitura, onde uma seleção das revistas e dos álbuns em quadrinhos apresentados pode ser consultada pelo visitante.
O espaço dispõe ainda de uma biblioteca, com mais de 115 mil revistas e 43 mil álbuns e livros, e também de uma livraria, com 40 mil títulos. O museu possui uma área total de 5 mil metros quadrados. As obras para a renovação do prédio existente custaram 9,6 milhões de euros.
Fonte: Informativo Devir
Quando eu ainda estudava no curso primário, li um pequeno texto, do qual não me lembro o autor, mas cujo conteúdo nunca esqueci. Tratava-se de uma tentativa de descrição dos seres humanos, feita por um viajante espacial de outro planeta. A descrição propriamente dita não me causou grande impacto; para ser sincera, até achei que o autor foi pouco criativo. O que me impressionou mesmo foram as alusões que ele fazia à pobreza de sons, cores e dimensões do nosso planeta.
Aquela foi a minha única, porém valiosa, viagem espacial. Naqueles poucos minutos, enquanto o meu corpo franzino de pré-adolescente jazia sentado na carteira do grupo escolar de um modesto subúrbio carioca, a minha mente viajou, por bilhões de anos-luz, para outros planetas, outras estrelas, outras galáxias... E se aquilo fosse verdade? Não importava o que a ciência podia comprovar, mas a possibilidade de pensar em realidades totalmente diferentes daquelas imagináveis dentro dos limitados parâmetros construídos a partir das nossas paupérrimas experiências terrestres.
Poucos anos mais tarde, descobri que não precisava sair do nosso planeta, nem mesmo do meu medíocre subúrbio, para estar completamente cercada por fenômenos que transcendiam a capacidade de compreensão do ser humano e viver bombardeada por estímulos que ultrapassavam largamente a capacidade de percepção dos nossos limitados cinco sentidos.
Para começar, a planície mais plana em que caminhamos não é plana, pois faz parte da superfície arredondada de uma quase esfera com 12.700 km de diâmetro, que é a Terra; e quando paramos para descansar, não ficamos parados, pois a Terra está sempre se movendo (ainda bem, caso contrário ela deixaria sua órbita de 365 dias e 6 horas e faria um mergulho de 150 milhões de quilômetros até cair no Sol).
Nossa brilhante e delicada Lua não tem brilho próprio nem delicadeza, pois é apenas uma grande esfera opaca, árida e rochosa, cujo diâmetro é cerca de 1/4 do diâmetro da Terra.
A imensa diversidade de sons que ouvimos não é mais do que uma fatia dos sons existentes (que vai dos 16 aos 20.000 Hertz de freqüência), da qual não fazem parte muitos sons conhecidos, como, por exemplo, as ondas de rádio, os sons do radar e da ultra-sonografia. Além disso, para entrar na fatia perceptível, o som não pode ter menos que uns 5 decibéis de intensidade.
O maravilhoso espectro de cores do arco-íris que vemos só abrange as freqüências do vermelho ao violeta, deixando de fora todo o resto, como por exemplo, o infravermelho e o ultravioleta. Sem falar nos raios X e na radioatividade, que atravessam o nosso corpo sem que tenhamos conhecimento do que está acontecendo. Aliás, até para perceber as ondas de energia emitidas pelo nosso próprio cérebro, precisamos de um aparelho de eletroencefalografia.
O nosso corpo está cercado e é freqüentemente invadido por minúsculos seres que não conseguimos perceber: os vírus e bactérias, cujo tamanho se mede em mícron, que é um milésimo de milímetro.
As substâncias mais sólidas e compactas e as superfícies mais lisas e contínuas, como barras de ferro e portas de vidro, não são nem compactas nem contínuas, pois são constituídas por ínfimas porções de matéria, separadas por espaços vazios proporcionalmente gigantescos, como nos explicam os físicos a respeito dos átomos e moléculas. E, apesar de não percebermos nada disso, não duvidamos deles!
Pois bem, com uma realidade desta, se o ser humano não consegue perceber o que está acontecendo aqui, debaixo do seu nariz, o que é que eu ia fazer nas estrelas? Fosse ou não a coisa por lá diferente e deslumbrante, nossos grosseiros sentidos humanos iriam captar o quê?!
Nossos olhos não conseguem perceber os lentos movimentos das nossas próprias unhas crescendo, nem mesmo os movimentos muito mais rápidos do desabrochar de uma rosa; e nem sequer se dão conta de que os movimentos dos nossos ídolos no cinema não são movimentos, são uma farsa montada com uma série de imagens estáticas. Nossas mãos não são capazes de detectar que estão cobertas de bactérias, nem percebem o quão ocas são as vigas de aço, concreto e ferro que sustentam os prédios em que moramos e trabalhamos.
Mas o que tem tudo isso a ver com o tema deste artigo?
Infelizmente, nada disso tem relação alguma com acessibilidade, ao menos por enquanto. Nós, que julgamos entender alguma coisa de acessibilidade (felizmente esse grupo está crescendo), falamos nos direitos de igualdade, cidadania e independência de velhinhos, grávidas, deficientes e pessoas que usam dispositivos esdrúxulos, ou se encontram em ambientes diferentes; falamos em leis, diretrizes e padrões nacionais e internacionais. Os mais aplicados dentre nós estudam usabilidade, Universal Design, padrões Web, WCAG, DAISY, normas ANSI, NISO, ISO, ABNT... Quando focamos nos resultados, falamos na ampliação do universo de clientes e usuários, que pode ser alcançada com a conquista desta grande fatia de mercado, formada por toda essa gente diferente.
Como vemos, em todos estes enfoques, a acessibilidade aparece como algo que tem a ver com pessoas que têm alguma deficiência ou necessidade especial. Mas será que acessibilidade é mesmo "só" isso?
Não que isso seja pouco, não me interpretem mal, por favor... O que temos a fazer não é pouco, nem em quantidade de trabalho, nem em relação à qualidade de vida alcançada pelos seus resultados, nem quanto ao montante de negócios que pode ser gerado. É muito, muitíssimo! O que me parece inadequado e totalmente insuficiente não é o nosso trabalho, é a nossa perspectiva.
Vou tentar me explicar através de um exemplo. Não sei quem inventou o termo "ajudas técnicas". Se soubesse, prestaria aqui minha homenagem; esse conceito representa uma grande ajuda em discussões técnicas, pois funciona como um poderoso coletivo de toda a parafernália criada pela tecnologia, para ajudar pessoas com deficiências. Até aqui, tudo bem. Porém, um dia desses fui ao Jardim Botânico fazer uma visita guiada por um ornitólogo, para apreciar e entender alguma coisa sobre passarinhos. Como era de se esperar, algumas pessoas levaram lunetas; o próprio Jardim Botânico tem lunetas para emprestar. E foi aí que eu fiquei pensando... Por que não chamamos estas lunetas de "ajudas técnicas"? Só porque não são usadas por pessoas deficientes?
Portanto, para definir algum artefato como ajuda técnica, precisamos, antes, saber quem o está utilizando. Se for uma pessoa com deficiência, então é uma ajuda técnica; caso contrário, não é. Em termos de políticas públicas, esta separação pode ser bastante útil, pois precisar de uma luneta para ver passarinhos é muito diferente de precisar de uma luneta para conseguir ler o que o professor está escrevendo no quadro a três metros de distância.
Mas será que isto basta para compreender o problema?
Definições como a de "Ajudas Técnicas" pressupõem uma clara separação das pessoas entre deficientes e não deficientes. Mas, na prática, como é que se faz esta separação?
Por exemplo, mesmo que uma pessoa seja totalmente cega de um dos olhos, se tiver visão "normal" no outro olho, não será considerada uma pessoa com baixa visão e não terá direito às ajudas e benefícios concedidos às pessoas com deficiências, pois, da maneira como nossa sociedade está organizada, esta pessoa continua podendo usar a visão para realizar atividades essenciais, tais como ler e se locomover. Imagino que, se a nossa principal atividade fosse a caça, talvez essa pessoa tivesse que ser considerada deficiente. Por outro lado, se as nossas placas e livros fossem escritos com letras maiores, menos pessoas seriam classificadas como deficientes visuais.
Quero dizer com isto que a deficiência e o seu grau de severidade dependem das atividades e dos recursos disponíveis em cada cultura. Os testes para avaliar uma deficiência visual, por exemplo, consideram o melhor olho, após a aplicação da melhor correção óptica possível.
É por isso que a CIF sabiamente diferencia os conceitos de "desvantagem" (handcap), "incapacidade" (disability) e "deficiência" (impairement), já que uma deficiência pode ou não causar uma incapacidade (dependendo do indivíduo e dos recursos disponíveis) e uma incapacidade pode ou não causar uma desvantagem (dependendo do contexto social). Por exemplo, uma pessoa que não tem uma das mãos (deficiência), dependendo de características individuais e dos recursos disponíveis, pode ter dificuldade ou não conseguir realizar tarefas da vida diária (incapacidade) e, dependendo do contexto social, pode ter dificuldade para encontrar um emprego (desvantagem). Quando desconsideramos esta perspectiva, saímos por aí rotulando as pessoas, como se o problema estivesse nelas e não na sua interação com o meio em que vivem.
Estamos criando um mundo extremamente hostil a uma grande quantidade de pessoas, porque elas não se encaixam em determinados padrões. E então saímos rotulando gente e tentando criar mecanismos compensatórios, para tentar consertar o que já começou errado; sem falar naqueles indivíduos desajustados que ficam sem "rótulo", por falta de sensibilidade humana e competência diagnóstica.
Como disse certa vez uma grande amiga (que não é deficiente), acerca da minha deficiência visual:
"Você, pelo menos, tem uma deficiência que está aparente e, portanto, pode lutar para que ela seja respeitada e levada em consideração; porém, o que fazer, quando a gente tem alguma incapacidade que gera uma dificuldade para lidar com as coisas deste mundo, se esta dificuldade não tem um diagnóstico e não está aparente?"
Quando será que vamos parar de segregar as pessoas desta maneira, num total desrespeito às suas peculiaridades, necessidades e potencialidades individuais?
Todos temos limitações visuais (ou não precisaríamos de lunetas, microscópios e telescópios), limitações auditivas (ou não teríamos amplificadores e estetoscópios), limitações da fala (ou dispensaríamos tradutores e intérpretes), limitações da locomoção (ou não existiriam carros, navios e aviões), limitações da motricidade (ou não inventaríamos ferramentas com cabos compridos, extensores, ganchos, prendedores, acionadores, dispositivos de segurança), limitações de comportamento (ou não haveria atenuantes legais para crimes realizados em situações de stress ou de forte impacto emocional).
No dia em que cada ser humano tiver a exata noção da magnitude de suas próprias limitações, a nossa especialidade deixará de existir. Neste dia, quando alguém falar em acessibilidade, ninguém mais vai pensar num monte de gente esquisita, vivendo de maneira excêntrica. Acessibilidade fará parte do currículo de todas as profissões, será coisa do dia-a-dia de todas as pessoas e especialistas em acessibilidade e usabilidade seremos todos!
Este artigo é dedicado a todos vocês, que tiveram a paciência de chegar até aqui; e muito especialmente à amiga Rosa Nobre, que não é deficiente nem tem diretamente nada a ver com acessibilidade, mas que há pouco tempo me falou o seguinte:
"Existe tanta coisa neste mundo que a gente não consegue perceber... Quem tem todos os sentidos já tem tão pouco, imagina quando falta algum?!"
Fonte: Imasters
«Sabemos que os animais não precisam de perucas, mas são acessórios divertidos para cães que já têm tudo», disse Jenny Slaughter à BBC Brasil.
Paris Hilton e Bettie Page foram as musas de inspiração para os primeiros modelos. Actualmente, já há perucas «afro» e coloridas e outras já estão a ser usadas em gatos. Cada uma custa mais de 20 euros.
Grandes marcas já entraram também no mercado dos acessórios luxuosos para animais de estimação. Perucas, sapatos, óculos de sol, coleiras personalizadas e roupas são as opções mais procuradas.
Fonte: Portugal Diário
Composição: Norberto Araújo
Não é desgraça ser pobre,
não é desgraça ser louca:
desgraça é trazer o fado
no coração e na boca.
Nesta vida desvairada,
ser feliz é coisa pouca.
Se as loucas não sentem nada,
não é desgraça ser louca.
Ao nascer trouxe uma estrela;
nela o destino traçado.
Não foi desgraça trazé-la:
desgraça é trazer o fado.
Desgraça é andar a gente
de tanto cantar, já rouca,
e o fado, teimosamente,
no coração e na boca.