segunda-feira, 2 de maio de 2011

Cabe?

Eu quero um universo num copo de cachaça. Eu quero um universo numa caixa de bombons. E assim degustar e triturar o universo.

Quero um universo em uma barata. Para que assim eu possa esmagá-lo com a sola dos meus pés. Um universo nojento e esmagado, e assim uma pasta repulsiva de unverso grudante na minha pele.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Outro


Noite. Noite, apenas mais uma noite. E um apetite insaciável. Pela vida da noite, por seus corpos tão estranhos e objetos e sons. Na minha janela uma tempestade. E no meu quarto apenas um corpo estendido na cama: o meu corpo. Retintas as luzes do amanhã. Apenas absorvo este som do silêncio, que é o vazio que comunica. Vazio? Onde estarão agora todas aquelas apologias que irão moldar o amanhã? Onde foram parar os filhos, os netos e os bisnetos da revolução? Aqui parado em minha mente, rememoro tantas tristezas e facas em mãos amigas. Daquelas que transformam seu bondoso coração num mar de sangue e ácido, um ácido leve que o corrompe com o passar dos segundos. Mais ódio, mais ódio... Será que eu preciso ganhar na loteria para ganhar o amor do mundo?
E o coração continua a bater, inexorável: mais ódio, mais ódio. Este corpo estendido na cama levanta-se e caminha até a delgada lâmina, examina aquele brilho estelar da faca. E coração ainda pulsa: mais ódio, mais ódio. Homem, do século XX, tem todo um novo século para conquistar, mas o que há para conquistar? Ele pensa consigo mesmo, que neste momento gostaria de ser um cirurgião e eliminar todo o ódio da carne lamacenta que o envolve. Que o envolve e flui em suas veias. Sente-se um feto do século envolvido por uma diabólica placenta, que tem de lutar contra a vida a todo o momento para poder viver. É isso uma vida? A paradoxos, gosta tanto de paradoxos que por um momento se orgulha de ser homem que ultrapassa o século XX, numa noite solitária, homem branco classe média alta, formado em direito, cheio de leituras, quase um erudito! Homem branco de origem católica, mas não é bom para o intelecto voltar-se a religiões correto? Homens ateus são mais inteligentes. E a faca brilha mais anda. Ele sorri.
Discretamente busca um espelho e mira o outro. Aquele outro de bigode e cartola, de olhos amarelos. Aquele outro que podem ser tantos outros. Em seguida este outro começa a transformar-se em operário, com olhos profundos tristes e distantes, uma vida se apagando para encher a cabeça de flores. Um lindo jovem loiro, um elfo das cidades, com suas roupas indianas em plena metrópole, distribuindo flores a soldados. E elas viram correntes, e as roupas viram couro, e lá está ele, em uma briga de gangue, com uma suástica, batendo nas bichas. E lá está ele, travesti e prostituta, apanhando dos carecas. E de repente lá está ele, tomando LSD, se casando, explodindo coisas, tocando guitarra, com uma prancha, rastafári, atrás de um computador decifrando códigos com óculos de aros de tartaruga enquanto bate uma punheta pensando na mulher que nunca terá. E assim, vários ícones, em todas cores desfilam perante seu eu.
Ele pega a faca que brilha. O mundo é tão quente e tão cheio de coisas do lado de fora. Mas o coração ainda pulsa: mais ódio, mais ódio. Neste instante desejo uma janela, começo a sufocar, preciso de uma janela. Então faço uma fissura no peito. Primeiro a pele, depois os músculos. Com força separo as costelas e arranco ele. Lá está ele em minhas mãos,pulsando, me lembra um recém-nascido, uma criança, quente, inocente, pulsando, apenas cumprindo sua função de pulsar. Então me lembro que meu organismo tem suas necessidades e desejos, e o homem caminha até a cozinha, com seu coração recém-nascido nas mãos.
Pega garfo, faca, prato. Vai cortando em pedacinhos miúdos o coração. Do que adianta um coração para quem tem fome.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A HORA DA ESCOLHA

Texto do diretor do jornal Le Diplomatique Brasil, sobre as famigeradas eleições 2010.

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A HORA DA ESCOLHA


A campanha eleitoral do PSDB e das elites conservadoras neste ano traz características surpreendentes, porque consideradas superadas há muito tempo. É um renascer conservador que usa de todos os métodos, manipula, distorce, falseia, na tentativa de seduzir o eleitor sem dizer a que veio sem apresentar sequer um programa de governo.
Temas como a crença em Deus, o aborto, a liberdade de imprensa, a corrupção, dominam a agenda eleitoral e, em si, já demonstram que não é o futuro do Brasil que os preocupa, mas desclassificar e derrotar seus adversários por quaisquer meios. E é tal a manipulação que, neste momento eleitoral, apresentam estes temas como se fossem da alçada de decisões da Presidência da República, o que não é verdade.
A separação entre a Igreja e o Estado é um dos princípios que funda o Estado moderno, que também é assegurada na Constituição de 1988 e em todos os países ocidentais. Crer ou não em Deus, ter ou não uma religião, são temas da vida privada, de foro pessoal, e assim devem continuar para garantir o respeito à diversidade e pluralidade culturais, fundamentos da democracia e da paz, ou voltaremos aos tempos das inquisições e da fogueira para sacrificar os hereges.
A descriminalização do aborto não é uma “política para matar criancinhas”, como declara solertemente a oposição. É uma questão de saúde pública que se propõe para evitar a morte de milhares de mulheres, condenadas a enormes riscos ao realizarem seus abortos de forma precária e clandestina, sem qualquer apoio do poder público. E é importante frisar que também aqui, neste caso, a decisão por adotar estas políticas não é da Presidência da República, mas sim do Congresso Nacional.
A questão da corrupção, ela sempre esteve presente na política brasileira, na democracia das elites, que se servem deste expediente na defesa de interesses privados, afrontando a dimensão pública e o interesse coletivo. Se é verdade que os expedientes do “dá lá, toma cá”, estão presentes também no atual governo, o que é lamentável e demanda uma reforma política para instituir controles democráticos efetivos sobre Executivo, Legislativo e Judiciário, não dá para o PSDB posar de vestal, basta lembrar as denúncias da compra de votos que permitiram a FHC modificar a Constituição e ter seu segundo mandato.
Esta agenda eleitoral, fundamentalista e despolitizada, que não trata das questões que importam para o futuro do país, só ganhou importância pelo destaque que a mídia lhe deu – TVs e jornais – que atuaram de maneira articulada, impondo sua versão dos fatos e tentando transformá-la em realidade. Nunca é demais lembrar que uma das questões centrais da democratização de nosso país é retirar do controle de apenas 9 famílias estes meios de comunicação. A tão propalada ameaça à liberdade de imprensa nada mais é que a defesa deste oligopólio, que por sua vez representa o conservadorismo, agora mais radical neste fim de campanha eleitoral.
Assistimos a um deslocamento ideológico onde o PSDB passa a ocupar o lugar do DEM, e o PT o lugar do PSDB. Esta situação abriu um espaço à esquerda no espectro político. Se Marina tivesse se aliado aos pequenos partidos à esquerda, que nasceram como dissidências do PT, poderíamos ter tido uma opção eleitoral à esquerda, mas este não foi o caso, como se pode ver com o alinhamento informal do PV à candidatura do PSDB. Marina paga agora o preço de sua ingenuidade.
A expressiva votação de Tiririca para deputado federal combina com a despolitização desta campanha e com um sentimento de rejeição pela política e pelos políticos de importantes setores da população, que desconfiam da falsidade das campanhas eleitorais e desta manipulação midiática. Afinal, como as candidaturas à presidência prometem mais creches, escolas, saúde, se estes equipamentos e serviços são responsabilidade dos governos municipais? Por que não falam de cambio, política externa, integração regional, projeto de desenvolvimento?
A verdade é que as candidaturas se dobraram à lógica das pesquisas eleitorais e das estratégias de marketing. Falam o que o eleitor quer ouvir. Prometem como sempre prometeram, a cada eleição. O importante nas condições atuais é construir critérios para avaliar as opções. E um deles pode ser o de comparar os governos que estes dois partidos realizaram e avaliar não só o quanto cumprem de suas promessas, mas o que fizeram pelo povo brasileiro.
Embora eles não estejam enunciados com clareza, existem dois projetos para o Brasil em disputa. O do PT é a continuidade de um processo de crescer favorecendo as grandes empresas nacionais e redistribuindo alguma (pouca) riqueza, permitindo a inclusão dos mais pobres. É a isso que se chama social democracia, uma antiga bandeira do PSDB. Já o projeto do PSDB é radical no sentido de favorecer o livre mercado, como se estivéssemos nos anos 90... E o livre mercado não tem nenhum projeto de desenvolvimento autônomo para o Brasil e nem se preocupa com o interesse público. Não é preciso dizer que esta opção só favorece as elites tradicionais, que se transformam em sócias menores do capital internacional, quando o fazem. Nesse caso, nossas riquezas irão beneficiar outros senhores e a desigualdade aumentará.
Mas, mesmo com estas condições que deixam tanto a desejar, temos que fazer uma escolha. Para muitos não será uma escolha pela sua identidade pessoal com um projeto político. Terá de ser uma avaliação em função das opções concretas. Falo especialmente para os que votaram em Marina no primeiro turno, para os que anularam o voto, para os que se abstiveram.


Silvio Caccia Bava
Diretor e Editor Chefe da Revista Le Diplomatique Brasil

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Ainda sobre a modernidade...

* Trecho retirado de Legisladores e intérpretes.

"Se o "fundir a fim de solidificar" era o paradigma adequado para a compreensão da modernidade em seu estágio anterior, a "perpétua conversão em líquido", ou o "estado permanente de liquidez", é o paradigma estabelecido para alcançar e compreender os tempos mais recentes – esses tempos em que nossas vidas estão sendo escritas."

Zygmunt Bauman

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Haikai coletivo

Haikai coletivo

Por Gustavo Felicíssimo

Dia 02 de Julho, após a Seleção Brasileira tomar aquele vareio da Holanda, eu e os poetas George Pellegrini e Piligra fomos almoçar em uma churrascaria e tomar umas geladas a fim de colocarmos o papo em dia.

De uma das laterais do restaurante apreciamos a bela vista do Rio Cachoeira, parte da mata atlântica e a vida pulsando ao seu redor. Muitas cores. Inúmeros pássaros, como garças e graúnas, à margem do rio espreitando suas presas; outros, ao final da tarde, revoando em busca de abrigo.
Em clima de descontração começamos a escrever haikais. Exercícios apenas, embora frutos da vivência, de momentos observando a natureza.

Alguns deles são individuais, outros foram feitos a seis mãos. Ao final, há até a tentativa de uma renga (que acredito possamos retomar). Os haikais individuais estão assinados com as iniciais de cada autor: George Pellegrini (GP); Piligra (PI); Gustavo Felicíssimo (GF). Os coletivos estão com as três iniciais (GP PI GF).




as garças imóveis
lamentam a existência -
os carros passeiam
(GF)




tantas baronesas
e uma ponte solitária -
o mundo é cruel
(GP)




o rio segue a sina
da solidão da existência -
o mar: sua piscina
(PI)




gavião planando -
o olhar aguçado espreita
a presa sonhando
(GP PI GF)




paisagem invernal -
uma pintura abstrata:
roupas no varal
(GP)




reflete a cidade
sob o concreto da ponte -
piligra sorri
(GF)




reflexo difuso -
o rio como espelho vivo
e a imagem de um vôo
(PI)




as garças paradas
são pontos brancos no rio:
velho cachoeira
(GP)




feito uma galinha
a saracura se move:
atriz no tablado
(GF PI GP)




na margem do rio
a garça contempla calma
o peixe arredio
(PI)




as pedras cinzentas -
herança amaldiçoada
do rio cachoeira
(GP)




no voo de uma garça
a eternidade imprópria
sempre me ultrapassa
(PI)




céu azul turqueza
após a mata atlântica
um mar de beleza
(GF)




branco, branco, branco -
é imponenente o império
das garças no rio
(GP)




congelada a estátua
da garça, na margem cinza
é pura poesia
(PI)




desce o rio cortando
ávores, pássaros e pedras -
o olhar do poeta
(GP PI GF)




a pedra polida
deixa o rio insatisfeito -
é a regra da vida
(PI)


a regra da vida
nega a nossa existência -
instinto fatal
(GF)


parado o rio
calado, insonoro -
histórias a fio

na colcha de minha avó
as imagens da infância
(GP)




flores sobre a mesa -
no olhar do poeta triste
o abstrato não existe!

não fosse a ponte sobre o rio
de um dos lados faria frio
(PI GF)


Piligra é Lourival P. Júnior, Professor universitário (UESC/BA) com Mestrado em filosofia pela UFPB (Universidade Federal das Paraíba). Publicou “Fractais”, 1996. Possui poemas publicados em “Diálogos – Panorama da Nova Poesia Grapiúna”. Blog:http://kartei.blogspot.com/


George Pellegrini é licenciado em Letras pela UESC e doutorando em Literatura e Comunicação pela Universid de Sevilla (Espanha). Recebeu vários prêmios em poesia e conto, entre eles o Jorge Amado (UESB) e o Castro Alves (Salvador). Possui poemas publicados em “Diálogos – Panorama da Nova Poesia Grapiúna”. E-mail: pellegrini13@yahoo.es


Gustavo Felicíssimo é Poeta e ensaísta. Fundou em Salvador o tablóide literário SOPA, do qual foi seu editor. Organizou e fez publicar “Diálogos – Panorama da Nova Poesia Grapiúna”. Tem no prelo o ensaio “Dendê no Haikai – O Haikai na Bahia”, a ser publicado pela Via Litterarum. Blog: www.sopadepoesia.blogspot.com

Fonte: Cronópios


quinta-feira, 27 de maio de 2010

5 perguntas mais freqüentes sobre mídias sociais

Interessante texto sobre mídias socias. Gosto principalmente da pergunta número 1 . Muitas empresa t~em o pensamento de controlar as críticas que são feitas ao produto ao invés de utilizar essas mesmas críticas para melhorar o produto. E mesmo visões negativas podem ser revertidas em visões positivas. Enfim



5 perguntas mais freqüentes sobre mídias sociais

Postado em 26 de maio de 2010, 12:14 por DennisAltermann

Faq mídias sociaisTodo dia aparece uma nova empresa querendo investir tempo e dinheiro nas mídias sociais e sempre que isto acontece aparecem as mesmas perguntas. Tentando evitar que algumas perguntas sejam feitas novamente listei 5 perguntas freqüentes com suas devidas respostas. Dá próxima vez que alguém lhe fizer alguma delas você pode indicar este post para evitar que abra espaço para outras perguntas comuns.

#5 Porque se importar com as mídias sociais?

Simplesmente porque esta revolução que estamos fazendo parte vem mudando paradigmas e estamos expostos, cada vez mais, a um mundo tecnológico. O número de pessoas online vem cada dia crescendo e não há previsão de quando irá parar, talvez um dia teremos praticamente toda a população do mundo navegando na internet. O principal fator para qual se deve importar e aproveitar o máximo que estas novas mídias, geralmente sem muito custos, podem trazer. Se você, assim como eu, é do Brasil também deve levar em consideração uma recente pesquisa: O Brasileiro é o que mais adota as redes sociais

#4 As pessoas acreditam mais nos blogs do que nas mídias tradicionais?

Essa pergunta vai depender de vários fatores, como por exemplo de qual é a quantidade de exposição que tem com as “novas mídias” e as mídias tradicionais. De uma forma geral as pessoas consideram a opinião trazida por blogs mais relevante do que as vindas de mídias tradicionais. Porque? Bem simples. Este acontecido se deve ao fato de por trás de blogs em geral estarem pessoas dando suas opiniões sinceras, em geral, sem se preocupar com patrocinadores, política, religião, etc. A forma que mais influência as pessoas, desde sempre, é o boca-a-boca, que acaba tendo grande relação com as mídias sociais. Uma exemplo deste acontecimento está presente aqui:Twitter, o novo boca-a-boca A grande frase que explicaria isso é: “Eu acredito em pessoas como eu.”

#3 Como eu faço para as pessoas falarem de mim na internet?

Provavelmente elas já estão, a diferença se deve ao fato de sua presença online aproximar você das pessoas, podendo assim ter um contato mais direto e monitorando a sua marca dentro da web. Para as pessoas falarem sobre você, deve-se compartilhar conteúdo, levar informações e agradar as pessoas a ponto que elas o considerem relevantes para serem citados. Outra forma também é fazer tudo pelo modo errado, provavelmente alguém vai falar de você, mas provavelmente não será nada agradável.

#2 Como eu controlo comentários ruins sobre mim?

Você não tem como controlar, apenas tem como tentar amenizá-los e utilizá-los para saber o que está fazendo de errado para assim evitar novos comentários ruins.

#1 Você pode escrever um blog para mim?

Dificilmente, afinal, a opinião é sua e apenas você tem posse dela… acredito que ninguém irá conseguir fazer isto por você.



Fonte: Midiatismo

segunda-feira, 15 de março de 2010

Enquanto isso, na reunião…



Certo dia em um mundo muito fictício, um Psicólogo Evangélico (E) e um Parapsicólogo (P), depois de muita pressão política de seus sectos, foram escolhidos para a Comissão Científica de algum fictício CRP (Conselho Regional de Psicologia). O outro membro era um comportamentalista (C).

Na primeira reunião, em meio à série de pautas estava a questão da velha terminologia da histeria e sua possível ou impossível atualidade. Diante dos comentários de um caso de histeria clássica, o comportamentalista começou:

C: De fato esse termo teve uma utilidade muito grande no passado, inteiramente operacional na época de Freud, mas…

E (interrompendo): Obviamente como comportamentalista você há de convir que Freud estava errado, não é mesmo?

C: Não propriamente errado, mas diante da evolução do behaviorismo, das neurociências, das ciências cognitivas e dos avanços da psicossomát…

E (interrompendo novamente): Sim, existe toda a questão comportamental!

C: Em termos gerais com certeza, e…

E (interrompendo de novo): A questão de que o comportamento no caso em questão é demoníaco.

P e C: Comportamento demoníaco?

E: Claro que sim, vocês têm alguma dúvida?

P: Ora, isso no ekssiste! Tudo é uma criação da psiquê humana

E: Psiquê humana influenciada pelo dem…

P: A psiquê humana tem capacidades infinictas! E é uma pena que a psicologia nunca viu isso. Sem contar essa visão de "demônios" dos religiossos… Freud estava errado sim, porque não viu o infinito poder do inconsciente. Vokcês sabiam que podemos comprovar eksperimentalmente poderes paranormais?

E e C: Experimentalmente?

P: Sim, diversos eksperimentos apontam altos índices ekstatísticos de significância, por exemplo em eksperimentos de telepatia, clarividência e pre-cognição. Inclusive alguns experimentos de psicocinésia possuem ressultados estatísticos muito convincentes.

E: Isso não é nada, também comprovamos experimentalmente a existência de demônios.

P e C: Como assim?

E: Em nossa igreja são inúmeros os testemunhos.

P: Ok, mas são testemunhos falhos, pois a ciência parapsicológica explica a inexistência de demônios

C: Gente, não é preciso ir com um pouco mais de cautel…?

E: Isso porque vocês nunca viram um exorcismo. Nossos pastores já realizaram vários. Mas é natural vocês duvidarem. Nós unimos a psicologia de Deus com a psicologia do homem. A psicologia do homem é limitada e falha como o homem. Paulo mesmo já dizia que "Onde está o erudito? Onde está o questionador desta era? Acaso não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo?". A sabedoria humana é limitada e parcial - sem a psicologia de Deus, revelada por nós, não é nada.

P: Isso no ekssiste! Pode-se acreditar em Deus, mas é tudo uma questão dos poderes ekstraordinários do Inconsciente!

E: Olha aí ó, sua dúvida apenas corrobora sua limitação.

P: Limitação? Veja os resultados ekstatísticos, a energia psíquica, o ectoplasma e o poder do Inconsci…

E: Novamente, a psicologia do homem é ignorante e limitada, se não garantida por nossa igreja

P: E você acha que nossa parapsicologia, que explica muito bem sua falsa crença, é limitada?

Os ânimos esquentam e P e E começam a discutir até os berros. Quando tudo foge do controle, C sai da sala e retorna com dois copos d´água, enquanto os secretários apartam a briga. Depois os ânimos se acalmam e o Comportamentalista pergunta:

- Vai uma balinha aí?

(Qualquer semelhança com fatos reais é mera coincidência ;) )

Fonte: Catatau

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Segundo o google amar é...