Texto recomenda a executivos que evitem o gerundismo
Foi publicado na Gazeta Mercantil (edição de 2 de outubro de 2008), sob a rubrica “Carreira”, artigo em que executivos são aconselhados a evitar, a todo o custo, o emprego do gerundismo, tachado de “vício de linguagem que se tornou uma espécie de praga nas empresas”.
Muito já se falou sobre esse emprego inadequado do gerúndio (“vou estar encaminhando os documentos”, “vai estar pedindo a mercadoria” etc.), mas, nesse artigo, salta aos olhos a razão pela qual o meio empresarial condena tal prática lingüística. Diz o artigo: “Por estar associado aos níveis mais baixos da hierarquia empresarial, usar expressões como ‘vamos estar reestruturando’ soa como palavrão quando pronunciadas por um executivo” (sic).
Muito bem. Estamos diante de um caso explícito de preconceito lingüístico, ou seja, a construção deve ser banida por supostamente estar associada aos níveis mais baixos da hierarquia empresarial.
Registre-se aqui que esse tipo de comportamento em nada ajuda a compreender as características e sutilezas do idioma, muito menos a refinar e a tornar precisa a expressão do pensamento.
Fonte: Dicas de português
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