Cara, quanto mais leio Deleuze, mas me apaixono por este cara. E o melhor, ele é muito parecido comigo. Não me sinto mais sozinha no mundo. Alguém consegue colocar em palavras essa sensibilidade que há dentro de mim (momento mimimi eca). É esquisito de explicar, feliz mente Deleuze existiu... E melhor ainda, escreveu. É tão legal saber que existem autores que nos escrevem. Como Clarice, Fernando Pessoa, Henry Miller, só para citar alguns. Mas fazia tempo que eu não me encantava tanto com um autor como com o Deleuze. Se meu professor R. ouvisse isso ficaria de cabelos em pé "A praga da identificação". Mas não é só uma questão de identificação, é ainda uma outra coisa que mistura todas as coisas.
É o que arde que faz o tempo passar lentamente e te sentir vivo. É o que dói que constrói tua memória.
Como sou feliz e triste. Me sinto abençoada por ser quem sou, por estudar o que estudo, por amar cada pedaço de coisa que aperto, mastigo ou sinto, ou ainda vejo e respiro. Até da tristeza gosto, pois acho-a bonita. Amo viver. E morrer. Mas pretendo ficar viva :P
"Não é nada complicado. Todos os meus amigos passaram pelo PC. O que me impediu? Acho que é porque eu era muito trabalhador. E porque eu não gostava das reuniões. Nunca suportei as reuniões em que falam de forma interminável."
hahaha, estava falando sobre isso ontem. De fato, eu também tenho que trabalhar e colocar as coisas em prática. Em seguida ele fala que era tipo um modismo. Mas é um modismo interminável. Têm muitas pessoas pondo a mão na massa, com projetos sociais, artísticos etc, interessantíssimos, e vc vê essas pessoas dando o sangue por isso. Mas tem muitos, muitíssimos, só fazendo ruído. Sei lá, cada coisa é importante, mas se para perto de mim fazendo pose de estudante pobre e sofrido sendo que tem um Ipod na mochila, e cartão de crédito infinito dos pais, eu bato. Ah, bato. Deleuze podia ser bonzinho, mas eu já não tenho muita paciência. As pessoas adoram se fazer, tá louco, e vejo isso em todos os lugares, grupos sociais, status, etc. Parece uma característica do ser humano, este auto-show. E sabe o que eu acho interessante nesses showzinhos, é que parece que o único público que as pessoas querem satisfazer é a si próprio. Blargh. Mas não era isso que eu queria dizer, é que eu não sou gauche, eu sou torta mesmo. Sofro de uma dislexia mental que me faz odiar qualquer tipo de limite estabelecido e categorizado.
Eu queria que Deleuze estivesse vivo para que eu pudesse lhe escrever uma carta e dizer: "Cara, graças as coisas que vc escreve eu não me sinto mais sozinha. Há no mundo uma uma sensibilidade, uma singularidade, semelhante a minha."
É, eu sou fã. Não tenho vergonha de ser.
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