O mais importante museu de histórias em quadrinhos da Europa, com um acervo de 8 mil desenhos originais, foi inaugurado em Angoulême, no sudoeste da França, cidade que se tornou uma referência para os fãs de HQs com a realização de festivais internacionais sobre o tema desde 1974.
O Museu de Histórias em Quadrinhos de Angoulême , instalado em um antigo armazém de vinho, reúne – além de pranchas de desenhos e edições originais – inúmeros documentos, vídeos e variados objetos que tratam de quadrinhos sob diferentes formas. O museu retrata a história dos quadrinhos, desde sua criação, no século XIX, pelo suíço Rodolphe Töpffer , até os autores contemporâneos.
Pranchas com desenhos da obra Tintin no Tibete , de 1959, e de outros personagens famosos, como Asterix e Corto Maltese , além de criações mais antigas de autores como Cham e Winsor McCay , são algumas das raridades que podem ser vistas no local.
Para garantir a boa conservação das obras, o conjunto de pranchas e desenhos originais serão trocados três vezes por ano, o que permite aos visitantes descobrir uma nova parte do acervo a cada quatro meses.
O percurso da visita se divide em quatro seções. Na primeira delas, sobre a história dos quadrinhos, a partir de 1883, é feito um paralelo entre a tradição franco-belga, de personagens como Tintin , Asterix , Bécassine , Zig e Puce e Corto Maltese , publicadas em revistas semanais e álbuns de capa dura, e os quadrinhos americanos, publicados em tiras de jornais e revistas de formato pequeno conhecidas como comic books .
Essa parte histórica da exposição revela ainda como os quadrinhos evoluíram para se tornar obras para adultos entre 1955 e 1980, ao relatarem as mudanças sociais da época, e apresenta também um espaço dedicado aos quadrinhos japoneses, conhecidos como mangá, que totalizam o maior número de títulos e leitores em todo o mundo.
O restante do percurso propõe ainda aos visitantes um ateliê que mostra como as histórias em quadrinhos são criadas, além de uma sala onde estão reunidas 26 pranchas de desenhos consideradas entre as mais importantes do acervo, que serão substituídas regularmente.
No final da visita, uma galeria apresenta os autores contemporâneos e obras criadas em escolas de desenho da França e de outros países.
Em cada uma das quatro seções do museu existem salas de leitura, onde uma seleção das revistas e dos álbuns em quadrinhos apresentados pode ser consultada pelo visitante.
O espaço dispõe ainda de uma biblioteca, com mais de 115 mil revistas e 43 mil álbuns e livros, e também de uma livraria, com 40 mil títulos. O museu possui uma área total de 5 mil metros quadrados. As obras para a renovação do prédio existente custaram 9,6 milhões de euros.
Fonte: Informativo Devir
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